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quarta-feira, 27 de março de 2013

São precisos Filósofos para FILOSOFIA ?

      A distinção entre duas perspectivas pode parecer ociosa mas na verdade não o é.Qual é na realidade a vantagem da sua distinção?

      A percepção do mundo que nos rodeia torna-se mais nítida à medida que se vão distinguindo os contornos das formas, os tons claros dos escuros, as dimensões, a profundidade, a altura, o cheiro, o peso, o sabor, o som, a rugosidade, a acidez…

     Tudo isto é crescimento. Crescer significa deixar de ser uma determinada forma concreta ou abstracta e identificar-se com uma outra.Talvez Jean Paul-Sartre nos queira dizer – o presente não chega a existir,vive-se o passado projetando o futuro…Toda esta matéria de que somos feitos, todo este espírito em constante mudança e como diria Camões “tomando sempre novas qualidades”…

     No domínio das artes gráficas, do desenho e da pintura, o efeito decorativo, a beleza, o maior valor comercial, que se obtêm em colocar determinado objecto na perspectiva A em vez de na perspectiva B demonstra-nos que a distinção entre perspectivas , além de não ser ociosa, é de uma UTILIDADE VITAL . A perspectiva faz parte de qualquer análise. O artista de qualquer ramo tem necessidade da perspectiva par a sua obra. Aqui surge-nos uma pequena dificuldade:  Será que na prática poderão existir perspectivas comuns a dois ou mais seres humanos? Talvez comuns em todos os sentidos  seja impossível encontrar ,mas já não em certos pontos. No mundo das coisas (dos objetos) são comuns a grande número de pessoas, as formas, as linhas gerais. Por outras palavras –os esboços do “mundo sensível” são idênticos e se assemelham em muitos pontos. No entanto a verdadeira dificuldade surge no plano dos conceitos.

     A Noção de Cor, quanto a mim, pertence ao mundo dos conceitos…Numa certa viagem que fiz a Estrasburgo aqui à cerca de um ano tive como vizinhos de viagem dois professores dos primeiros anos do ciclo preparatório.De entre a sua conversa uma frase ficou-me gravada :“ estou em crer que quanto melhor consiga desenhar e mais exato se consiga representar o mundo,melhor noção se terá dele” .Não sei verdadeiramente qual o significado de do “mundo” desse professor de Educação Visual…Talvez  se quisesse referir ao mundo que nos rodeia, esse mundo despido de subjetividade, de individualismo na sua representação fotográfica ou rupestre, ou até ao “mundo real” do cubismo de um Picasso. Analisando a afirmação do meu companheiro de viagem poderá chegar-se à conclusão de que nem todos têm  a noção igual do “mundo”. Talvez por isso exista a Guerra, a Discórdia. Como atingir a noção igual do mundo? Valerá a pena?  Será que essa a verdadeira representação do mundo ou o mundo real verdadeiro escapará aos nosso sentidos, à nossa razão, à nossa capacidade de conhecer e compreender? A dúvida continua… 

    Será que o amigo não concorda? Está no seu direito! Mas se não concorda terá que ter uma outra perspectiva! Seria um bom exercício para a mente, e não ocioso, distingui-las , não acha?! Se diz que sim então sempre concorda comigo… Ah! Bom! Voce é O do Contra….

                                            Renato Gomes Pereira ,

                                       in “ A Sanzala do Vai-te Embora”

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